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POR QUE EU NÃO CONSIGO DESLIGAR A CABEÇA, MESMO QUANDO NÃO HÁ NADA PARA FAZER? ENTENDA A SOBRECARGA MENTAL

Foto do escritor: Rita Galindo
Rita Galindo
14 de set.
4 min de leitura

Você finalmente terminou tudo.


As crianças estão dormindo. A casa está em silêncio. Não há nenhuma mensagem urgente para responder. Você até conseguiu se sentar no sofá.


Mas a sua cabeça continua trabalhando.

"Preciso marcar a consulta."

"Será que comprei tudo para amanhã?"

"Tenho que responder aquela mensagem."

"Não posso esquecer de pagar a conta."

"Depois preciso ver aquela questão da escola."


E, quando você percebe, está pensando no que precisa fazer amanhã, lembrando do que não fez hoje e antecipando problemas que talvez nem aconteçam.


Isso é sobrecarga mental: o corpo parou, mas a cabeça, não.


Mulher cansada, com sobrecarga mental feminina e preocupada com o que tem que fazer amanhã, sem conseguir descansar.

Quando o descanso não parece descanso


Para algumas mulheres, ficar sem fazer nada pode ser estranhamente desconfortável — não porque não gostem de descansar, mas porque, quando finalmente existe espaço, a mente aproveita para colocar tudo o que ficou pendente em cima da mesa.


É como se existisse uma lista de tarefas funcionando em segundo plano o tempo inteiro. E não são apenas tarefas práticas: entram nessa lista as necessidades dos outros, as preocupações com os filhos, o relacionamento, o trabalho, as contas, a casa, a saúde, os compromissos que estão por vir — e até aquilo que você gostaria de resolver emocionalmente, mas nunca teve tempo para pensar.


Você pode estar tomando um café e, mentalmente, já estar organizando o jantar. Pode estar assistindo a uma série e, ao mesmo tempo, pensando na reunião de amanhã. Pode estar deitada na cama, cansada demais para levantar, mas com a sensação de que ainda precisa "resolver alguma coisa".


É difícil estar presente quando uma parte da mente está sempre ocupada administrando o próximo problema.



Talvez você não queira fazer mais. Talvez queira conseguir parar.


Existe uma diferença importante entre ter muitas coisas para fazer e sentir que precisa estar permanentemente em estado de alerta.


O desejo, muitas vezes, não é abandonar responsabilidades. É conseguir ter alguns minutos sem precisar gerenciar nada.


Sentar sem pensar no que falta. Conversar sem estar planejando a próxima tarefa. Brincar com os filhos sem uma parte da cabeça estar calculando o horário. Deitar e simplesmente descansar, sem transformar o descanso em mais uma oportunidade para revisar mentalmente tudo o que precisa ser feito.


Em outras palavras: você quer silêncio. Não necessariamente silêncio ao redor. Silêncio dentro.

Quer conseguir sair, por alguns instantes, do "modo gestão".


Se esse texto está fazendo sentido, talvez você queira saber quais os fatores que aumentam a ansiedade e como pequenas estratégias podem te ajudar a lidar com ela neste artigo.



"Mas todo mundo está ocupado assim, não está?"


Essa é uma das frases que mais facilmente fazem uma sobrecarga mental passar despercebida.


"Todo mundo tem coisa para fazer."

"Minha vida é assim mesmo."

"Tem gente com problemas muito maiores."

"Eu só preciso me organizar melhor."

"Não tenho tempo para ficar pensando nisso."


E talvez você realmente tenha muitas responsabilidades. Mas estar acostumada com a sobrecarga não significa que ela deixou de existir.


Quando viver constantemente preocupada, antecipando, organizando e resolvendo se torna o seu padrão, pode ser difícil perceber o quanto isso está custando — até porque nem sempre o sofrimento aparece como uma grande crise.



Sinais de que a sobrecarga mental já está cobrando um preço


Às vezes ela aparece como:

  • Irritação constante;

  • Impaciência;

  • Dificuldade para dormir;

  • Sensação de culpa quando descansa;

  • Falta de prazer nas coisas que antes eram boas;

  • Cansaço que não melhora depois de uma noite de sono;

  • Aquela sensação persistente de que, mesmo quando tudo está relativamente bem, você não consegue relaxar.


E talvez seja justamente aí que exista uma pergunta importante:


o que acontece quando você passa tanto tempo cuidando de tudo que já não consegue perceber como você está?

Em meio a tudo isso, qual seria sua reação se eu te contar que, na verdade, quando você está muito ocupada seu cérebro não está trabalhando tanto assim? Se essa pergunta despertou curiosidade, eu falo sobre isso num artigo bem interessante.



Antes do esgotamento, existe algo que pode ser escutado


A terapia não precisa começar quando você já chegou ao limite. Ela também pode ser um espaço para perceber aquilo que você vem empurrando enquanto continua funcionando.


Um lugar para nomear a sobrecarga. Para entender por que é tão difícil delegar, descansar, dizer não ou simplesmente não estar disponível o tempo todo.


Porque, muitas vezes, a questão não é apenas "como organizar melhor a minha rotina?". É compreender o que faz você sentir que precisa dar conta de tudo. O que você teme que aconteça se parar. Por que descansar pode despertar culpa. E por que, mesmo quando ninguém está pedindo nada naquele momento, você continua se cobrando.


Na terapia, essas questões podem ganhar espaço antes que precisem aparecer através do esgotamento.


Você não precisa esperar a cabeça parar completamente para começar a olhar para ela.

Às vezes, o primeiro passo para encontrar um pouco de silêncio não é tentar pensar menos. É finalmente poder falar sobre tudo aquilo que você vem carregando sozinha.



Se reconhece nesse texto?


Se você chegou até aqui pensando "é exatamente assim que eu vivo", talvez seja hora de conversar sobre isso com calma, sem julgamento e no seu tempo. Agende uma sessão.

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